The global crisis has unquestionably exposed the unsustainability of the neoliberal capitalist system. The impacts in various dimensions – political, environmental, cultural, social and economic – warrant diverse responses and propositions, whose claims are gaining space and a voice. Albeit legitimate, many of them ultimately favour one particular perspective or are confined to only one aspect. In this article, three of such propositions are analysed in an attempt to envisage possible interrelations between them. Solidarity economy (re)emerged in Brazil in the face of a crisis in the late 20th century, breaking through classical values of capitalism (one of them being the replacement of the notion of employment by labour). Since then the number of workers engaged in such experiences has been increasing, either because they have been thrown out of the formal labour market or because they long for a different model of society. Solidarity economy is based on self-management, cooperation, solidarity and centrality of labour, and is founded on a new development model which privileges the social as well as the environmental issues. Thus, it interacts both with the notion of appropriate technologies and of ecodevelopment. The application of appropriate technologies favour a harmonious relationship of the human being with the environment and a democratic form of development, where the utilisation of technology is not controlled by only a few, as opposed to conventional technologies, convenient to the capitalist goals of capital maximisation. The concept of ecodevelopment (preferable, although not antagonistic, to that of sustainable development) seeks to value biodiversity in order to meet the fundamental needs of the population, within a process in which those needs are defined in a realistic and autonomous manner. Therefore, the articulation between these three propositions is set forth, regarding them as integral parts of one single development project, in which the human being and the respect for biodiversity take the place of capital accumulation and profitmaking as priorities.
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